2003-11-21

Os dirigentes estudantis - esses seres misteriosos

Que eloquência, que desembaraço têm alguns dos nossos dirigentes dos movimentos e associações estudantis. Até dá gosto ver aqueles rapazes e raparigas a falar contra as propinas porque vão pagar mais por mês do que aquilo que gastam numa noite. Não está certo.
Meninos descansem. Essa ideia das correntes foi excelente. O rapaz que teve essa ideia já deve estar na lista de candidatos a deputados para o parlamento europeu de 2009 (?). Mas ele que não se preocupe que até lá vai-se arranjar alguma coisa.
Mas quem é que estes tipos querem enganar. Mas eles não vêem, que nós vemos, que eles vêem o vulgo "tacho" partidário. A ambição política deles salta-lhes pelos olhos, pinga-lhes do nariz e suja-lhes a fralda.
Poupem-nos !

Os árabes e os nossos impostos

Quando neste país de forma frequente se alegam inconstitucionalidades em medidas - ou possíveis medidas - que este governo toma, estranho que ninguém tenha vindo a campo colocar esta questão em relação à venda das nossas dívidas fiscais.
Não sou fiscalista, nem constitucionalista, sou um mero cidadão mas penso que tenho bom senso suficiente para estranhar e protestar contra esta medida.
Porquê isto ? Expliquem-me.
Vão despedir, reformar pessoas da administração fiscal porque não há dinheiro para os manter e porque a máquina fiscal não funciona. Ora, quando alguém nos compra uma dívida que vale 100 esse alguém compra-nos por 80 ou menos - vai ter um risco, vai cobrar, etc.
Isto equivale a dizer que os nossos impostos por cobrar vão ser vendidos mais baratos a uma estrutura exterior ao estado, isto equivale a dizer que o estado - a médio, longo prazo - vai perder dinheiro. Dinheiro que eventualmente poderia utilizar para optimizar a máquina fiscal, motivar e formar as pessoas nela envolvidas.
Enfim....restar-nos-á apenas o conformismo em relação a situações como esta ?

2003-11-20

A política eleitoralista do governo de Durão Barroso

Onde estão os estrategos da oposição a este governo. Onde ? Não é também óbvia a estratégia que este governo - que não é nosso - está a seguir? : apertar, sufocar, estrangular hoje para ter para esbanjar amanhã.
Sendo este amanhã o ano das próximas eleições legislativas e o anterior. Serei eu cego ao ver esta orientação daquilo que nos querem impor hoje - negando agora para dar amanhã.
Poupem-nos, dêem-nos uma luz. Não desatarrachem mais lâmpadas, não nos fechem as cortinas e nos deixem num quarto escuro e bafiento.
Porque temos de poupar e sofrer tanto por causa de uma coisa chamada défice ? Quando outros grandes países europeus - de forma justificada - deixaram esta obsessão pelo défice de lado, e procuram fomentar as suas economias.
Será que temos um governo de merceeiros - sem desprimor para esta classe profissional - que se preocupa apenas em reduzir as despesas sem se preocupar com o crescimento ?
Perdoai-lhes que eles não sabem o que fazem e livrai-nos deles. Amen.